Inicialmente uma empresa familiar, o Magazine Luiza transformou-se em uma das marcas mais admiradas do Brasil. Os resultados falam por si só. Recentemente, as ações da companhia foram elevadas de R$ 21 para R$ 40 pela Itaú Corretora. A forte plataforma online muito bem integrada com a rede de lojas é um dos fatores. Somente um deles. Visão de mercado, aplicativo forte, fidelização e entendimento do cliente podem ser apontados como outros.

Frederico Trajano é o CEO da companhia. No DNA, traz a veia empreendedora de Luiza Helena Trajano. Incorporou a isso a capacidade de transformação. Atualmente é a segunda pessoa mais ocupada da rede – perde apenas para a Lu, persona digital da marca nas redes sociais. No dia 1º de outubro, o CEO estará no 10º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios, promovido pelo Grupo BITTENCOURT. O executivo vai falar sobre “A construção de uma cultura organizacional única como estratégia de diferenciação”.

“Sou a liderança diretamente associada à mudança, à transformação digital pela qual o Magalu passou nos últimos anos. Mas o que não está claro para muitas pessoas é que essa revolução só foi possível porque eu soube não só respeitar um legado, mas usá-lo ao nosso favor para impulsionar o negócio. Gosto de compartilhar essa história com outros empreendedores para ajudá-los em suas jornadas”, destaca Trajano.

“Duas coisas nos tornam únicos. O nosso propósito: o Magalu quer ?dar acesso amplo com aquilo que é privilégio de poucos? e o fato de que não temos uma fórmula pronta para conquistá-lo. Costumamos dizer que, ?no Magalu, o que não muda é que a gente sempre muda?. É quase um mantra”, complementa.

Há um propósito de inclusão na essência da rede. Ele cita como exemplo a venda da primeira TV a cores para os consumidores do interior de São Paulo, a primeira lavadora para a classe média brasileira e, mais recentemente, o smartphone, porta de entrada para o mundo conectado. Nos últimos anos, essa ideia foi transportada para o digital. Depois de digitalizar a companhia, o Magazine Luiza assumiu uma missão ainda mais ousada: digitalizar o Brasil.

“É parte também da nossa estratégia oferecer aos pequenos varejistas do país acesso aos milhões de consumidores que estão na web. Para isso, temos o nosso marketplace, que já responde por 24% das vendas do e-commerce total. Adicionamos em média 1 mil novos lojistas (sellers) por mês na plataforma e finalizamos o trimestre com mais de 8 mil parceiros, que disponibilizam 7,5 milhões de itens aos nossos clientes. O forte crescimento na nossa base de sellers, no sortimento e nas vendas do marketplace fortalece a nossa estrutura para desenvolver e escalar o Magalu as a Service (MaaS), que consiste em disponibilizar para terceiros os mesmos serviços que já oferecemos para nossa própria operação de e-commerce”, explica Trajano.

A marca pretende utilizar todas as lojas como minicentros de distribuição para depender cada vez menos dos Correios. Além disso, há uma parceria com mais de 2 mil motoristas de caminhão para distribuir os produtos nas lojas e entregar em domicílio aos consumidores. O tempo de entrega reduziu bastante. Em São Paulo e Belo Horizonte, 95% dos produtos já chegam ao cliente em menos de 24 horas. No restante do Brasil, a parcela de pedidos entregues em 48 horas subiu de 1% para mais de 30%.

“A Malha Luiza já oferece, por exemplo, o serviço de coleta e entrega do produto ao cliente final para mais de 135 sellers. Ou seja, não é o valor de ação por si só que nos move. Ou rentabilidade. Ou participação de mercado. É o nosso propósito que está por trás da nossa ambição de crescimento, e estamos sempre encontrando novos caminhos para torná-lo realidade”, complementa.

Matéria original publicada em: Mundo do Marketing

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